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ICSI: Uma técnica, inúmeras possibilidades

Nos últimos anos, nós seguimos presenciando uma verdadeira transformação na reprodução equina assistida, com a produção in vitro de embriões através da técnica de injeção intracitoplasmáticas de espermatozoide (ICSI).

Na técnica, um único espermatozoide é injetado diretamente no oócito maduro, permitindo a produção de embriões que, em alguns outros cenários, não seria possível.

Inicialmente desenvolvida com o objetivo de superar eventuais dificuldades reprodutivas de doadoras e garanhões, a ICSI ganhou outras aplicações e ultrapassou as expectativas dos criadores em relação a biotecnologias convencionais de reprodução.

O desenvolvimento constante da técnica, que em 2024 atingiu a média de 2 embriões produzidos por égua por aspiração, faz com que o número de embriões produzidos por animal por ano aumentasse consideravelmente, de acordo com o número de aspirações realizadas nesse período. Como as doadoras podem ser aspiradas uma vez por mês, se considerarmos que uma doadora seja aspirada todos os meses do ano, mantendo-se transicional (sem atingir o anestro) no inverno, é possível que uma única égua produza cerca de 24 embriões por ano.

E sim, é possível que sua doadora produza embriões o ano todo, inclusive nos meses de inverno. No Brasil, por ser um país tropical, muitas éguas mantêm-se em fase de transição e não entram em anestro profundo fora da estação. Sendo assim, como um ovário em fase de transição possui uma boa população folicular, é possível continuar o programa de produção de embriões in vitro, diminuindo a influência da Estação.

Outro benefício atingido através da ICSI diz respeito à escolha e acesso a determinados acasalamentos. O uso do sêmen de garanhões de baixa disponibilidade no mercado e/ou de alto valor passou a ser otimizado, de forma que cada vez mais criadores consigam utilizá-los no seu programa. Dessa forma, a escolha dos acasalamentos se torna cada vez mais assertiva, de acordo com o desejo de cada criador.

Ainda relacionado ao sêmen, a partir de 2023 foi possível produzir palhetas de sêmen equino sexado, as quais são utilizadas exclusivamente através da ICSI devido suas características. Isso demonstra que a sinergia entre essas duas biotecnologias trouxe ainda mais oportunidades para os criadores.

Além de permitir o retorno a produção de animais com baixa performance reprodutiva, aumentar a eficiência anual na produção de embriões, reduzir a influência da Estação e viabilizar uso de determinadas coberturas, a ICSI também favorece a formação de um estoque de embriões vitrificados, uma vez que estes embriões apresentam uma alta ‘congelabilidade’.

Esse banco genético permite que o produtor monte seu planejamento para dar início à sua estação de monta já com transferência de embriões e gestações, bem como criar a sua lista de prioridade para essas transferências.

Os embriões vitrificados ainda permitem a otimização do lote de receptoras, uma vez que eles podem aguardar o melhor momento desta égua para que sejam desvitrificados e transferidos, favorecendo as taxas de prenhez. Além disso, com seu banco genético e seu planejamento, o criador atinge uma maior previsibilidade sobre o número de receptoras que serão necessárias para cada Estação.

Por último, e tão importante quanto as demais vantagens, é o fato de que é possível produzir embriões por ICSI e pelas técnicas convencionais simultaneamente, ou seja, o criador pode se beneficiar de várias biotecnologias da reprodução ao mesmo tempo para a produção dos seus embriões.

Todas essas vantagens tornaram a ICSI um diferencial para cada criador que a utiliza em seu plantel e, para alcançarmos resultados cada vez melhores em conjunto, é preciso comprometimento, inovação e precisão nos protocolos.

Quer saber mais sobre como essa biotecnologia pode transformar o seu programa reprodutivo? Fale com nosso time e descubra como podemos ajudá-lo a alcançar todo o potencial de sua criação.

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